segunda-feira, setembro 25, 2006

Brincando com Fogo


Os meninos estão no pátio da escola, apreciando o intervalo, se empanturrando de pretzel e bolando maldades como todo moleque de quase 12 anos. Vêem chegar o garoto mais deslocado de todos, aquele com cabelo negro penteado à moda antiga. Aquele babaquinha que, todos sabem, estuda piano e canto feito um maricas. Diz à todo mundo que vai ser sacerdote, o que não contribui muito para sua popularidade.

- Tá uma graça hoje, hein, franga!? Se alguém disser que você tá fantasiado de palhaço, acredita não!

Humilhado, o pequeno Adolf Hitler perde a fome, encosta o lanche e pensa “quando eu crescer, não vou deixar ninguém tirar sarro de mim”.

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- Ju, tenho um segredo pra te contar. É sobre umas idéias que ando tendo aí e... ó, acho que elas podem dar em treta, mas também sei que você, meu chapa, vai de dar cobertura nessa.

Jesus era realmente um rapaz de ideais nobres, mas não era lá muuuito bom para escolher seus amigos.

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Eram os anos 70 e o adolescente árabe fora mandado a estudar no Líbano. Milionário depois da morte do pai, ele caiu feliz nos prazeres da vida. Mas algo aconteceu:

- Moleque, se enxerga, eu não vou vender cerveja pra um fedelho. E vai rapando fora daqui, que isso é um bar pra soldados americanos, falô?

Osama Bin Laden não foi com a cara daquela garçonete gringa e ficou com ela entalada aqui, ó...

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- Pai, pai, eu decidi o que eu quero ser quando crescer!

- O que, filhão? Conta pro papai!

- Quero ser Presidente da América.

- Hohoho, que gracinha. Você sabe que o papai quer isso também, não é? Mas é difícil acontecer duas vezes na mesma família, filho... Você não prefere ser advogado, médico, arquiteto?

- Não, eu quero ser Presidente! Presidente, Presidente!

- Tá bom, Georginho, não embirra, engole esse choro. O papai promete que te ajuda a virar Presidente um dia, tá? Agora vai treinar tiro ao alvo lá fora.

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Duas moças norte-americanas, daquelas assim meio assanhadas, tomam uma birita no diner à beira da estrada. Uma comenta, toda sirigaita:

- Olha aquele ali, é bonitinho... Eu gosto de nerds. Óculos, camisa fechada até em cima, não é uma gracinha?! Parece um desses vendedores de apólice. Vou falar com ele, que cê acha?

Apesar da amiga ter dúvidas sobre a idéia, ela cruza o restaurante e entrega um bilhetinho picante para Jeffrey Dahmer. Ah, sim, aquele que guardava pedaços de 17 pessoas em seu apartamento e passou para a História com a afável alcunha de “O Canibal de Milwaukee”.

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Ah, é claro que nenhum desses episódios aconteceu realmente, apenas alguns detalhes são verdadeiros. Mas fiquei aqui imaginando quantas vezes na vida esbarramos no perigo sem nem notar... E que, vai ver, a Humanidade se daria melhor não tirando barato de meninos deslocados na escola, sendo gentil com jovens árabes milionários e deixando de fazer as vontades de certos pirralhos.





Um comentário:

Anônimo disse...

O que dizer? Juro que eu me arrepio quando leio essas coisas que você escreve.. porque não pode ter tanta coerência.. mas tem sim.. Perfeita. Perfeita toda vida.. mto foda mto foda.. e sim. parem pra pensar. Paremos todos nós pra pensar.. Te amo. E tô aqui sempre.