Amar é...
“Amar é nunca ter que pedir perdão”, segundo um ditado muito duvidoso. Amar é “permitir que ele fume o cachimbo à mesa após a refeição” e “colocar um bilhetinho afetuoso na marmita dele”, de acordo com aquelas figurinhas safadas que viraram febre nos anos 80. Amar é... tanta coisa. Amar é uma junção de milhares de pequenas situaçõezinhas que formam um grande sentimento.
Amar é... trazer um cobertor quando se vê o outro passando frio. É ajeitar melhor a cabeça dela no travesseiro ou no ombro, a fim de que não aconteça um torcicolo. É baixar o som da TV para ela dormir sereno e, depois, lhe dar um beijinho de boa noite bem delicado na testa, desses que nem chegam a acordar. E amar também é pensar, bem de levinho, que a mala ali ao lado poderia ao menos ter dito “dorme bem, coração” antes de ferrar no sono feito um cachorro vira-lata.
Amar é... dizer que a Angelina Jolie é mesmo uma baranga feiosa, péssima atriz e de olho meio caído. É dizer que a Juliana Paes é até ajeitada, mas que você gosta muito mais das coxas roliças do seu bem-querer. É fingir desprezar a Playboy na banca de jornal e, quando a Cameron Diaz aparece na tela do cinema, cochichar “eu achava ela mais bonita quando era gordinha”. É dizer que ela se parece com a Jennifer Connely sim (sem medo de ver seu nariz crescer como o do Pinóquio). E amar também é olhar discretamente para a gostosona que acabou de passar, sem dar bandeira e sem comentar absolutamente nada sobre como loiras são sensacionais.
Amar é... telefonar cinco vezes em um dia para não dizer nada além de “tenho saudade”, “amo você” e “estava pensando no seu rostinho agora mesmo”. É falar com voz suave e dengosa, mas sem parecer um maldito retardado. É dizer que quer sair daquele trabalho chato logo só para vê-la. É fazer isso de fato, e não ficar enrolando por horas a mais e depois dizer que “precisava terminar um relatório urgente”.
Amar é... prestar a maior atenção nas histórias dela, mesmo quando relembradas pela vigésima nona vez. É não oferecer resistência quando ela tem certeza absoluta sobre algum dado histórico, estatística esportiva ou regra de gramática. E amar também é buscar a verdade na internet, imprimir a página, guardar por dias e depois esfregar na cara dela quem estava com a razão! Tome!
Amar é... deixar livre, leve e solto. É incentivar o encontro dela com os amigos ou a reunião com as comparsas. É querer muito ligar e saber “se está tudo bem” – ou seja, se não há nenhum urubu paquerando ao redor – mas não fazer isso. É demonstrar confiança e desapego. E amar também é esquecer um pouco esse amor doente, de verdade, e meter um DVD no aparelho e curtir a solidão, que ficar sozinho nunca matou ninguém. (E depois receber uma ligação de boa noite em plena madrugada e se derreter tudo de novo.)
Amar é... ficar feliz pelo outro, seja em qual circunstância for. É falar o que se sente, mas sem jogar culpa pra lá e arremessar acusações pra cá. É viver um dia depois do outro, com tranqüilidade, alegria, carinho e compreensão. Amar é só isso. E muito mais.
3 comentários:
O.amor.está.nos.detalhes,.na.leveza.e.intensidade.dos.sentimentos,es´ta.em.cada.pedacinho.de.alma.que.a.
a.nós.pertence,em.cada.emoção.que.
sentimos.ao.saber.que.o.ser.amado.
não.está.ao.lado.mas.que.com.o.
sorriso.transborda.mais.que.o.nosso.amor
"amar é só isso"? hahahahahaha
já tem coisa pra caramba aê!
bjo
Adorei!
Lindo!
Difícil esse negócio de amar, né?! =/
Bjim
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