terça-feira, dezembro 30, 2008

Imagina!



Às vezes eu fico imaginando…

... como seria a minha vida se eu tivesse nascido menino
(uma coisa é certa: eu me chamaria Samir).
... o que uma formiga pensa.
... que sou uma crooner de orquestra (mas só faço caras bem dramáticas e abro e fecho a boca, enquanto o som do computador faz o resto).
... o fim das histórias que leio, antes delas terminarem.
... finais alternativos para histórias que já li.
... sobre o que meu avô e minha avó conversam quando estão sozinhos.
... alguma coisa que não exista. (Ainda não consegui).
... se um dia eu vou ser capaz de correr uma maratona.
... como é grande o poder da sugestão.
... onde foi que eu entrei errado quando queria chegar à Lapa e fui parar na Penha.
... onde foi que eu errei.
... o que mais eu poderia fazer além de escrever.
... qual o livro que o sujeito no metrô está lendo.
... o que eu posso fazer para o jantar. galinha? não.
... como é o infinito.
... se eu fico bem de chapéu.
... o que se passava na cabeça do Marcelo Nova ao escrever “Eu Não Matei Joana D’Arc”.
... o que se passava na cabeça da Joana D’Arc ao marchar contra o exército inglês.
... para que, afinal, construíram Stonehenge e Machu Picchu.
... se aquele cara que olhou para mim me conhecia de algum lugar.
... se eu conheço de algum lugar aquela menina que me cumprimentou – e eu cumprimentei de volta sem ter a menor pista.
... se alguém já parou em uma cabine de pedágio e perguntou: “quanto é?”.
... como será a vida da mocinha de perfume em excesso e calça jeans dois números menor que atende no balcão da loja de 1,99.
... se o Justin Timberlake é mesmo um cara legal.
... se o Gandhi pregava a resistência pacífica até quando topava com o dedinho na mesa de centro.
... o que eu poderia fazer com um milhão.
... o que eu poderia fazer com um canhão.
... o que eu poderia fazer com um balão. Daqueles de cestinha.
... outros tipos de vida para levar.
... o que leva alguém a gostar de Black Eyed Peas.
... se alguém já tentou descontar um cheque cenográfico.
... qual o peso de toda essa gente que entrou no elevador comigo
(e depois comparo meu palpite com o peso máximo determinado por aquelas plaquinhas do fabricante).
... como está o dia lá fora.
... se hoje vai ser o dia que vai mudar a minha vida.
... o que vão escrever no meu epitáfio.

É, eu imagino demais.

2 comentários:

Luda Lassah disse...

E se você não imaginasse tanto eu não me divertiria tanto lendo teus textos.
Beeeeeeja

Ju disse...

idem idem!
ass: ja sabe quem é? rs